Evitando feridas de pele
Sofrer uma lesão medular significa para o indivíduo, passar por um período razoavelmente longo de internação até o momento da alta hospitalar.
Como essas pessoas hospitalizadas com traumatismo medular possuem restrição de movimentos, é fundamental previnir, desde os momentos iniciais, de modo que essas pessoas não sejam acometidas de feridas de decúbito ou escaras (como são mais conhecidas essas feridas).
Quando uma pessoa sem restrição de movimentos dorme, ela continuamente se movimenta de um lado para outro sempre que uma determinada posição se torna incômoda. Isso ocorre naturalmente.
Já uma pessoa que pemanece deitada por longos períodos sem se movimentar, as partes ósseas do corpo fazem uma contínua pressão sobre os tecidos próximos (pele, etc.) e caso essa pressão não seja periodicamente aliviada através da movimentação do paciente, essa pressão se transforma em necrose dos tecidos, ou seja, a pele ou tecido morre e passamos a ter a ferida chamada escara. A falta de sensibilidade associada a lesão medular agrava ainda mais o risco desse problema ocorrer.
Essas escaras aparecem nos locais onde o corpo possui partes ósseas proeminentes exercendo maior pressão sobre a cama, como por exemplo nos calcanhares, no cócix, etc. O problema também existe quando se permanece muito tempo na cadeira de rodas e para contornar tal problema, o peso do indivíduo sobre o assento da cadeira deve ser periodicamente aliviado, associado também (e principalmente) ao uso de uma almofada específica para evitar o problema.
As escaras são bem mais fáceis de prevenir do que tratar e por conta disso, hospitais especializados em tratar pacientes com lesão medular, como a rede Sarah K. por exemplo, dão especial atenção a esse problema. Lá os pacientes são continuamente movimentados. De 4 em 4 horas a posição do paciente na cama é mudada.
Infelizmente porém nem todos aqueles que sofrem lesão medular são internados em centros especializados no problema e assim, casos de escara graves são frequentes, algumas necessitando de cirurgias para sua correção, além de atrasar o retorno do indivíduo a rotina normal de vida.
É importante portanto que aqueles que acompanham os recém-lesionados medulares exigam, desde os primeiros momentos de internação, uma atenção especial da equipe médica-enfermagem para essa questão.
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