Notícias em geral publicadas na Internet relacionadas a lesão medular

As datas que acompanham cada título referem-se
a data em que o texto foi inserido nesta home page.


Cristopher Reeve e as verbas para as pesquisas(20/11/98)

O ator Cristopher Reeve de 46 anos, que em maio de 95 se tornou tetraplégico após uma queda de cavalo, vem desde então e com sucesso, utilizado seu carisma e prestígio para obter recursos financeiros para as pesquisas das lesões medulares. A aprovação no estado americano de Nova Iorque de uma lei que entrega para as pesquisas das lesões medulares, parte do dinheiro arrecadado com multas de trânsito, é um dos exemplos.

E esse esforço desenvolvido por Cristopher Reeve ocorre justamente num momento em que os cientistas conseguem grandes avanços nos labortórios.

Segundo o Dr. Michael Fishback, diretor do NIH (Instituto Nacional de Saúde dos EUA), lesão medular está entre uma das três maiores prioridades do NHI. O orçamento anual para as pesquisas de lesão medular deve pular dos atuais U$65 milhões para U$70 milhões no próximo ano e pelo menos U$105 milhões nos próximos 5 anos.

Do mesmo modo, ocorreu um aumento brusco de 30% no volume de trabalhos apresentados ao NIH relacionados as lesões medulares. Atualmente o escritório do NIH possui 35 propostas de pesquisas.

Isso tudo faz com que os grandes avanços nesse campo, que antes ocorriam uma vez por ano, hoje ocorrem mensalmente.

E seguindo essa tendência estão empresas como a Acorda Therapeutics, uma companhia de biotecnologia de Nova Iorque, que no mês passado destinou U$20 milhões somente para as pesquisas de lesão medular, mais que triplicando seu orçamento para este fim.

Dentro de poucos anos os cientistas acreditam que os tratamentos que hoje permitem que ratos se recuperem de uma lesão medular, estejam disponíveis para testes clínicos em humanos. Cristopher Reeve inclusive vem recebendo em primeira mão os progressos obidos nos laboratórios do NIH e se delicia ao assistir videos de ratos reabilitados.

Atualmente Cristopher Reeve tem voltado sua atenção para os executivos das indústrias farmacêuticas e os bilhões de dólares em pesquisas que movimentam, embora reconheça que fazer com que estes dediquem grandes somas de dinheiro para as lesões mdulares não seja tarefa fácil devido ao relativo pequeno número de pacientes nessa condição. Entretanto ele argumenta que os avanços nas pesquisas de lesão medular trarão benfícios para outras patologias do sistema nervoso como Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, etc.

As informações acima foram retiradas de um texto publicado no último dia 18 no Wall Street Journal, o principal jornal financeiro dos EUA.


Cientistas do Cedars-Sinai Medical Center pretendem iniciar transplantes de células cerebrais em 1999(18/11/98)

Cientistas do Cedars-Sinai Medical Center afirmam que no próximo ano começarão a tratar doenças como Parkinson, epilepsia, derrames e lesões medulares.

O tratamento consistirá na remoção de determinadas células cerebrais do próprio indivíduo, a manipulação dessas células em laboratório e sua reintrodução em locais onde há necessidade de reparação de tecidos nervosos danificados.

Esse tratamento baseia-se em recentes descobertas quanto capacidade de regeneração de determinadas células cerebrais, descobertas que contradizem aquilo que se pensava até bem recentemente. Em laboratório sob certas condições, os cientistas conseguem com que as células nervosas crescam e se dividam.

Tratar Parkinson, uma doença que envolve a substituição de um tipo específico de célula com função específica em local específico do cérebro, é bem mais simples que tratar derrames ou lesões medulares pois nessas doenças, a complexidade é bem maior devido a necessidade de retirar, manipular no laboratório e reintroduzir no organismo, mais que um tipo de célula. Apesar disso os cientistas acreditam que dentro de seis meses poderão iniciar o tratamento de lesão medulares.

Clique aqui para ver esse texto em inglês.



Dr.Wise Young(03/11/98)

Em julho de 1997 a Universidade da Flórida realizou o primeiro transplante de tecido fetal proveniente de aborto, para medula de um homem com lesão medular. Na época os cientistas disseram que o principal objetivo daquele experimento era verificar se essas células transplantadas sobreviveriam e desde então quase nada foi divulgado a respeito desse trabalho realizado na Flórida.

Em recente carta publicada na internet o Dr. Wise Young afirmou que não apenas esse transplante fetal realizado na Flórida, mas outros 60 em Moscou e 6 em Estocolmo também foram realizados e trouxeram boas e más notícias. A boa notícia é que nenhum dos transplantes desenvolveu-se na direção de se transformar em tumor, que é um dos grandes temores dos cientistas que trabalham nessa área que envolve crescimento de células, etc. A má notícia é que não foi reportado nenhuma melhora significatica nos indivíduos que receberam o transplante de tecido fetal para a medula.

Ainda segundo o D. Wise, a utilização de tecido fetal carrega diversos problemas tais como: 1) o uso de tecidos provenientes de abortos é eticamente controverso e polêmico; 2) o seu uso exige que o receptor receba drogas imunossupressoras por longos períodos devido a incompatibilidade genética entre o tecido fetal e do receptor, o que aumenta significamente os riscos para o paciente com lesão medular; 3) o material fetal obtido principalmente nas clínicas de aborto localizadas em grandes centros urbanos frequentemente está contaminado com AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis; 4) a não existêcia de tecidos de fetos abortados nos EUA para atender a grande população americana com lesão medular, estimada em 250.000 pessoas.

Todos esses problemas citados acima tornam outras alternativas, como a utilização de "stem cells", como mais atrativas em futuros experimentos clínicos. Em se tratando se sistema nervoso central, "stem cells" é o nome dado a células precursoras que sob estímulo adequado podem se transformar em qualque tipo das células existentes no sistema nervoso central.

A tecnologia das stem cells abre a posibilidade de retirar essas células do próprio paciente, manipulá-las no laboratório e posteriormente reintroduzí-las sem os incovenientes e riscos de rejeição que ocorre quando se utiliza o transplante de tecido fetal.


Dr.Wise Young(27/08/98)

Em diversos laboratórios ao redor do mundo, neurocientistas têm obtido sucesso em tratar ratos com lesão medular. Sabendo disso, de imediato passa em nossas mentes a seguinte pergunta: Essas terapias bem sucedidas em ratos funcionarão em seres humanos?

Abaixo segue um resumo de algumas considerações feitas pelo neurocientista Wise Young ao responder essa mesma pergunta.

Embora diferentes em diversos aspectos importantes, a medula dos ratos é fundamentalmente similar a dos seres humanos. As diferenças porém torna difícil afirmar de imediato que os resultados obtidos em ratos serão repetidos em seres humanos.

Os ratos são bem menores que os seres humanos. Isso é obvio. Mas isso significa que nos seres humanos os neurônios deverão crescer distâncias bem maiores durante o processo de regeneração dos neurônios danificados, quando comparado a regeneracão da medula de ratos. Em humanos os axônios (prologamentos das células nervosas) precisarão crescer de 400 a 800 mm, ao contrário dos 20-40 mm em ratos. E como os axônios crescem a uma taxa estimada de 1mm/dia, em humanos a regeneração provavelmente levará anos, ao contrário dos meses necessários para os ratos. A medula dos ratos possui cerca de 100 mil axônios enquanto a dos seres humanos cerca de 20 milhões. E partindo do pressuposto que para promover recuperação funcional é necessário regenerar 5% da medula, em ratos isso significa 5 mil axônios e em seres humanos 1 milhão.

Outra diferença entre ratos e humanos diz respeito a escala de tempo ou ciclo biológico que nos ratos é bem mais acelerado. Um mês de vida para um rato corresponde a meses de vida de um humano. Atualmente isso é uma vantagem pois permite não somente observar mais rapidamente os resultados das terapias, como também testar maior número de terapias.

Atualmente, face aos recursos disponíveis para as pesquisas de lesão medular, não existe muita escolha senão realizar os experimentos em roedores. Ratos custam alguns dólares apenas. Em experimentos em lesão medular crônica um único rato custa, em cuidados médicos e outras despesas para mantêr-lo lesionado por 3 meses, mais de 300 dólares. Mamíferos maiores são 20 vezes mais dispendiosos. Além disso, devido o ciclo de vida dos ratos ser rápido, os experimentos em regeneração são finalizados em questão de meses. Estas são as fortes razões para as terapias sejam testadas em ratos.

Outra questão é a demora para que as terapias uilizadas em ratos sejam aplicadas em humanos. Segue algumas razões:

1- Muitas terapias que mostram-se promissoras em estudos com ratos envolvem poteínas. Anticorpos, por exemplo, são proteínas e não se pode dar aos humanos proteínas de ratos sem que seja acompanhada de imunossupressão de modo a evitar que essas poteínas sejam rejeitadas pelo sistema imunológica das pessoas. E também não é tarefa fácil descobrir uma poteína humana equivalente a utilizada nos ratos ou "humanizar" proteínas animais para que possam ser dadas a humanos. Em alguns casos o gene humano é conhecido, como no caso do L1(molécula de adesão celular sob estudos nos laboratórios da Rutgers University), porém em muitos casos somente a proteína do rato é conhecida, como no caso do anticorpo IN-1. Isso requer anos de trabalho e milhões de dólares para desenvolver proteínas equivalentes para os humanas (ou "humanizá-las").

2- Grandes quantidades de drogas são requeridas para humanos. O homem é cerca de 200 vezes maior que um rato. Ao fornecermos a dose de 1 mg/kg para um rato de 300 gramas, nós necessitamos apenas de apenas 0,3mg por rato. A mesma dose de 1mg/kg num ser humano de 60kg irá requerer 60mg da droga ou 200 vezes a quantidade fornecida aos ratos. Para se ter idéia da dificuldade em fazer isso, recentemente nos laboratórios da Rutgers University foram produzidos 3mg da proteína L1 para tratar 20 ratos por 2 semanas e para produzir essa pequena quantidade de proteína, foi necessário um ano de muito trabalho. Logo, para tratar 20 pacientes humanos com L1 por 2 meses serão necessários cerca de 2.400mg de proteína e se desejarmos tratar esses pacientes por 1 ano, serão necessários 15.000mg ou 15 gramas de proteína. Ou seja, será necessário produzir uma quantidade 15.000 vezes maior que a quantidade utilizada inicialmente para tratar os ratos. E fazer isso não é das tarefas mais fáceis e baratas.

3- Antes que qualquer droga seja dada a humanos é preciso provar sua segurança. Muitas terapias de regeneração dos nervos envolvem crescimento de células e consequentemente há risco de poduzir um câncer. Efeitos colaterais sempre existem. Portanto, tudo deve ser avaliado antes de uma droga ser testada em humanos. A FDA geralmente requer testes de segurança em ratos e grande mamíferos antes de aprovar uma droga para testes em seres humanos. Esses estudos levam um ano ou mais para serem completados e podem consumir milhões de dólares.

4- Experimentos clínicos em humanos levam anos para serem finalizados e são mais caros que estudos animais. Por exemplo, os estudos que mostraram que a droga methylprednisolone é benéfica em lesões medulares aguda consumiu 5 anos e mais de 6 milhões de dólares de recursos federais. Os estudos recentemente completados com o Sygen consumiu 5 anos e mais de 15 milhões de dólares. As últimas 14 drogas aprovadas pelo FDA para uso em denças neurológicas levaram em média 11,4 anos desde a descoberta nos laboratórios até sua aprovação. Seguindo esse raciocínio, Dr. Wise Young acredita que serão necessários 3 a 5 anos para que os tratamentos utilizados em ratos sejam levados para testes em humanos e que esses testes em humanos consumirão mais uns 3 a 5 anos.

Esse longo tempo necessário para desenvolver terapias para a lesão medular é um fator limitante para que maiores volumes de recursos sejam direcionados para as pesquisas. As companhias farmacêuticas estimam em 300 milhões de dólares o volume médio de recursos gastos desde a descoberta de uma droga no laboratório até sua chegada a mercado. Além disso, o mercado de lesão medular é considerado pequeno(10.000 novos casos por ano e 250.000 pacientes crônicos - só no EUA). Tudo isso faz com que as grandes companhias relutem em desenvolver drogas a menos que estudos animais comprovem claramente sua eficácia. E como esses estudos requerem tempo e esforço, até recentemte as empresas e agências governamentais não estavam convencidas que poderia haver uma terapia para as lesões medulares. O Dr. Wise acredita ser necessário uma companhia desenvolver a primeira droga eficaz para que as demais empresas farmacêuticas a acompanhem.

Em relação aos experimentos clínicos com humanos, é importante que os volunários saibam dos riscos que correm. Muitas pessoas se dispõem a participar de experimentos dizendo não ter o que perder. Segundo o Dr. Wise Young não é bem assim. As coisas podem sair erradas e trazer prolemas. Alguem que não sentia dores pode passar a tê-las, a lesão medular pode se agravar e o indivíduo passar a depender de um respirador artificial ou mesmo desenvolver câncer. Participar de um experimento clínico portanto deve ser encarado como uma contribuição e não como uma oportunidade de ter acesso a uma terapia, afinal, funcionando, estas terapias deverão ser disponibilizadas para todos. Além disso os tratamentos são aperfeiçoados com a prática e seguindo essa lógica, é preferível ser o vigésimo que o primeiro a se submeter a novas terapias .

Que ninguem veja o Dr. Wise Young como um pessimista. É preciso compreender que esse campo de pesquisas tem progredido mais rápido do que ele poderia imaginar há 5 anos atrás. Há cinco anos, a maioria dos cientistas não acreditava que teríamos terapias eficazes para as lesões medulares. Ou melhor, não estaríamos vivos quando isso ocorresse. Nisso, os cientistas eram desencorajados a pesquisar lesão medular e nenhuma grande companhia farmcêtica se interessava por essa questão. Acreditavam que os riscos não compensavam os investimentos. Hoje, diversas pequenas companhias estão comprometidas com o estudo das lesões medulares e as grandes empresas atentas aos progressos obtidos e prontas a embarcarem ao primeiro sinal de sucesso. Um dado importante para o aumento do interesse pelas lesões medulares é o argumento aceito segundo o qual, os avanços nas pesquisas da lesão medular terão utilidade em outras condições neurológicas. Há cinco anos havia por ano uma grande descoberta terapêutica em ratos. Hoje isso ocorre quase mensalmente. Diversos experimentos clínicos estão sendo planejados, alguns a caminho.


Dr.Martin Schwab(11/08/98)

Dr. Martin Schwab e sua equipe obtiveram grandes avanços na compreensão dos motivos pelos quais o SNC dos mamíferos não é capaz de se regenerar após sofrer uma lesão. Descobriram os inibidores do crescimento dos neurônios como também a importância dos processos inflamatórios após a lesão medular como chave para progressos adicionais.

Dr.Martin Schwab e equipe identificaram em 1988 a então desconhecida proteína NI250 inibidora do crescimento dos neurônios. O inibidor tanto em ratos como vacas e humanos é praticamente idêntico e está presente na bainha de mielina, substância que envolve as fibras nervosas de forma semelhante a que ocorre com a capa dos fios elétricos comuns. Eles foram capazes de mostrar que esse inibidor pode ser neutralizado por um anticorpo (IN-1) e que as fibras nervosas de ratos podem crescer novamente.

Apesar dos contínuos progressos que estão sendo obtidos, o Dr. Schwab diz que é preciso que as pessoas tenham em mente que descobertas não previstas podem derrubar esses conceitos.

A cautela do pesquisador é compreensível visto que suas pesquisas realizadas no Brain Institute em Zurique são acompanhadas pela mídia e pela comunidade portadora de lesão medular.

A pressão que a comunidade portadora de lesão medular coloca sobre os pesquisadores é enorme, porém o pesquisador compreende essa atitude pois segundo ele, as pessoas procuram abraçar uma esperança que possa levá-las a recuperação.

Há apenas poucos anos as pesquisas desenvolvidas pelo Dr. Schwab eram consideradas perda de tempo pela grande maioria dos cientistas pois havia entre os neurocientistas o conceito que regenerar nervos do SNC era impossível.

No momento os pesquisadores trabalham de modo a modificar o anticorpo para utilização em humanos.

Uma das grandes descobertas das pesquisas no Brain Institute é que o SNC pode aceitar e trabalhar com nervos regenerados. As conexões nervosas ocorrem adequadamente - sem saber como - elas funcionam - e os movimentos retornam.

Dr. Schwab publicou em junho no jornal Nature Neuoscience um artigo sobre a completa recuperação dos movimentos de precisão em ratos com lesão Medular ou cerebral.

As pesquisas vêm progredindo bem e conforme o esperado. A cura não está longe contando que o programa de pesquisa funcione conforme as expectativas. Caso porém ocorram problemas nos experimentos humanos, poderá haver um atraso de alguns anos.

Reportagem integral em alemão:


Experimentos humanos a caminho. (27/07/98)

Segundo fontes não oficiais, os experimentos realizados com sucesso em ratos pelo Dr. Martin Schwab da Universidade de Zurique, também foram aplicados em primatas e funcionaram ( não possuo maiores detalhes de como foi realizado esse experimento nos primatas ). Tendo em vista esses resultados, testes clínicos em humanos deverão ser realizados no fim de 1998 ou início de 1999 e para isso, Dr. Martin Schwab pretende utilizar um paciente recém-traumatizado e de grande gravidade.


Reportagem com o ator Cristopher Reeve.(16/06/98)

Em reportagem publicada no Jornal do Brasil do dia 17/06/1998, o ator Cristopher Reeve, que tornou-se tetraplégico após uma queda de cavalo há 3 anos, fala do livro que escreveu (Still me) onde ele repassa toda sua vida desde a infância até sua luta atual para recuperar os movimentos perdidos no acidente.

Ele voltou a trabalhar com cinema, mas dessa vez como diretor. Já dirigiu um filme (In the gloaming) e está trabalhando numa nova versão do filme Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock.

Atualmente ele é o principal porta-voz dos deficientes no que diz repeito a um maior esforço para obtenção da cura da lesão medular, possibilidade na qual ele crê com bastante esperança, pois segundo afirma, os progressos recentes obtidos no campo da regeneração nervosa, há cinco anos atrás seriam considerados ficção científica.

Ele se mostra muito entusiasmado com um anticorpo que regenerou a medula de ratos após as mesmas terem sido seccionadas transversalmente por completo, oferecendo-se inclusive para participar dos testes humanos que possivelmente ocorrerão no próximo ano.

Embora a reportagem do JB não fale a respeito, esse anticorpo citado pelo ator C.Reeve provavelmente diz respeito a uma pesquisa realizada pelo Dr.Martin Schwab da Universidade de Zurique em que os ratos de laboratório tiveram uma recuperação surpreendente após terem suas medulas lesionadas e tratadas com esse anticorpo. Segundo o próprio ator falou em uma entrevista a tv americana recentemente, numa escala de 0 até 14 em que 0 é paralisia e 14 movimentos normais, os animais após o tratamento chegaram a nível 12,5 da escala, ou seja, próximos da normalidade de movimentos.

Esse anticorpo provavelmente é aquele responsável por neutralizar determinadas proteínas encontradas na medula, proteínas estas consideradas umas das principais causas da inibição da regeneração e crescimento dos neurônios. Esse anticorpo já vinha sendo utilizado em pesquisas desde quando foi desenvolvido recentemete, mas os cientistas o aperfeiçoaram e os resultados começam a aparecer. Agora os pesquisadores trabalham para tornar esse anticorpo seguro para os humanos no que diz respeito a toxidade e rejeição pelo sistema imunológico. E isso deve ficar pronto em um ano.


Americanos fazem campanha para que maiores recursos sejam desinados as pesquisas.(25/05/98)

Nos EUA a comunidade relacionada ao tema lesão medular bem como os pesquisadores estão promovendo uma campanha para que maiores gastos públicos sejam destinados as pesquisas médicas e como estratégia, está sendo divulgado o e-mail de políticos congressistas para que as pessoas se manifestem. O governo americano, através do NHI (Instituto Nacional de Saúde) investe anualmente 70 milhõs de dólares nas pesquisas da lesão medular, valor considerado pequeno visto que o aumento dos recursos para pesquisas pode, segundo os pesquisadores, acelerar significativamente o desenvolvimento de terapias para o problema até o momento sem solução.

Em alguns estados americanos como Florida e Kentucky (Nova Iorque em breve deve adotar procedimento semelhante), 15% das multas decorrentes do excesso de velocidade são destinados as pesquisas da lesão medular. Vale ressaltar que os acidentes autobilísticos são responsáveis por mais de 50% das lesões cerebral e medular.

Os principais argumentos daqueles que reivindicam maiores gastos com pesquisa são: Os avanços obtidos na regeneração medular são importantes em outras doenças como Alzheimer, Parkinson, Lesão Cerebral, Esclerose Múltipla, etc. A idade média dos portadores de lesão medular é baixa (26 anos) e estes continuarão vivos ainda por um bom tempo. Os gastos anuais com os portadores da lesão medular, que anualmente atinge 8 bilhões de dólares, podem ser reduzidos significativamente com os avanços das pesquisas. O alto custo (300 milhões de dólares) para desenvolver e colocar um medicamento no mercado. Diversas tecnologias, desenvolvidas e testadas com sucesso em modelos animais de lesão medular, requerem significativo volume de recursos para que se possam iniciar os experimentos com seres humanos.


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