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Congresso em Ascona - Suiça - 04/2001(08/04/2001)
O congresso na Suiça terminou e nenhuma novidade bombástica foi divulgada. Havia uma expectativa a esse respeito pelo fato do encontro científico ter sido realizado no país onde o Dr. Martin Schwab vive e realiza suas pesquisas com o IN-1, anticorpo capaz de bloquer proteínas existentes na medula e inibidoras da regeneração. Todo grupo que trabalha com o Dr. Schwab participou do congresso.
A respeito dos testes com IN-1 em primatas visando sua aplicação experimental em humanos, sabe-se apenas que estão em andamento.
O congresso se restringiu a discussão de alguns temas, muitas pesquisas promissoras não estavam ali, até mesmo em função do curto espaço de tempo, mas de todo modo o clima lá foi positivo e em maio terá um congresso no Canadá e terapias não discutidas na Suiça terão oportunidade de serem debatidas.
Melissa Holley continua progredindo(01/02/2001)
Melissa Holley, jovem americana que em julho se submeteu a um tratamento em experimental, porém aprovado pela FDA, em Israel, continua apresentando progressos e surpreendendo os médicos. Melissa têm 18 anos e lesionou a medula num acidente de carro em julho de 2000.
Embora o tratamento tenha sido realizado em Israel, atualmente ela está nos EUA sendo acompanha pelo Craig Hospital em Denver.
Testes recentes feitos pelo Craig Hospital mostram que os nervos em sua medula continuam em processo de regeneração visto haver um aumento dos sinais nervosos que partem de seu cérebro e chegam as suas pernas e pés. Os testes tem demostrado que os sinais nervosos cada vez mais alcançam novas áreas do corpo.
Pesquisadores haviam dito a Melissa para não esperar resultados provenientes do tratamento nos 9 meses seguintes a realização da cirurgia, mas já com 5 meses transcorridos desde o tratamento, ela recuperou algum controle muscular nas pernas. Além dos médicos do Craig Hospital, Melissa também está sendo monitorada pelos médicos de Israel que conduziram o experimento.
Desde o tratamento de Melissa, dois novos pacientes, israelenses vítimas de acidentes, também aderiram ao tratamento experimental.
Melissa disse que seu sonho é voltar andando ao Sheba Medical Center em Israel. Atualmente ela faz fisioterapia para fortalecer suas penas e também reduzir dores e espasmos, efeitos colaterais da regeneração nervosa.
O Dr. Wise Yung, um dos mais conceituados neurocientistas dos EUA, demostrou grade satisfação com estes resultados e com a notícia que novos pacientes aderiram ao tratamento.
Cristopher Reeve fratura a perna(11/09/2000)
Nesta semana foi divulgado que o ator Cristopher Reeve fraturou a perna esquerda durante os exercícios de fisioterapia. O fato ocorreu dia 17 de agosto em Los Angeles. E segundo ele mesmo disse, dentro de 6 a 8 semanas ele estará de volta a sua rontina anterior a fratura. No momento ele se recupera em sua casa em Nova Iorque.
A provável causa da fratura é a fragilidade óssea decorrente da própria paralisia., que ele procura compensar através de fisioterapia.
Em junho Reeve declarou que sua promessa de voltar a andar em 2002, quando completa 50 anos, é ilusória e serviu apenas para estimular os cientistas.
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Uso de células embrionárias humanas(09/09/2000)
Neste momento ocorre na Europa e EUA uma queda de braço entre aquelas favoráveis ao uso de células embrionárias humanas nas pesquisas médicas e aqueles contrários a esta utilização.
Parece não haver dúvidas quanto ao grande avanço na cura de diversas doenças, que uma melhor compreensão destas células pode acarretar, assim como não há dúvidas quanto aos riscos de uma má utilização destes conhecimentos.
O interesse em pesquisar determinadas células embrionária se dá ao fato delas serem capazes de se transformar em qualquer tecido humano, o que é de grande importâncias em diversas doenças humanas cujas terapias exigirão a substituição de tecidos degenerados.
Partindo deste dilema, o governo americano posicionou-se no sentido de permitir a utilização de recursos públicos no financiamento de pesquisas que utilizam células embrionárias humanas sob rígidas regras de conduta ética.
Recentemente inclusive, diversos pesquisadores contemplados com prêmio Nobel assinaram manifesto apoiando um posicionamento que o governo americano acabou por assumir.
Os cientistas argumentam que por anos as empresas de fertilização descartam embriões humanos não utilizados e isso nunca causou controvérsias. E salientam também que, ao falar em utilização de embriões, estes tem poucos dias de fecundados. Restringir o uso de embriões até um limite de tempo desde sua existência é uma das regras de conduta ética que deverá ser seguida pelos pesquisadores.
E como os cientistas já descobriram que o indivíduo adulto também possui em seu organismo células com capacidade de se transformar em qualquer tecido humano, é possível que numa segunda etapa estas células sejam utilizadas pois, sendo do próprio indivíduo, não existe problema da rejeição.
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Otimismo X pessimismo(24/02/2000)
Há alguns poucos dias Cristopher Reeve apareceu em um comercial da tv americana em pé e caminhando. Certamente foi uma montagem, ele continua na cadeira de rodas e respirando com auxílio de aparelhos, mas esse fato foi suficiente para causar grande rebuliço na terra de Tio Sam.
Até mesmo a revista Time publicou texto de um sujeito chamado Dr. Krauthammer que em cima deste comercial, sentou o pau em Cristopher Reeve acusando-o de levar falsa esperança aos portadores de lesão medular, não aceitar suas condições, etc.
Eu sinceramente não compreendo atitudes desse tipo, valendo ressaltar ainda que pessoas que demonstram aversão ao tema pesquisas das lesões medulares não são poucas nos EUA, no Brasil e com certeza também em outros lugares do mundo.
A lesão medular até um passado recente era considerada intratável, assunto de ficção científica.. Com certeza 100% dos médicos que já possuem uns 5 anos de formado, concluiram seus cursos levando em suas mentes a certeza que lesões do SNC (sistema nervoso central) são intratáveis pois os neurônios ali não se regeneram, não podem ser substituidos, etc.
Hoje, ao contrário de alguns anos passados, quem sofre uma lesão medular pode e deve sonhar que um dia voltará a andar. Argumentos do tipo 'eu escuto essa conversa faz tempo' é para mim tendenciosa. Nunca a ciência avançou tanto nesse campo e se não caminha ainda mais rápido, é devido a escassez de recursos e a necessidade de cautela ao transpor experimentos bem sucedidos de animais para o homem. Regenerar lesões na medula envolve novas tecnologias e consequentemente riscos.
Quais ferramentas os neurocientistas possuiam em 1970 ou mesmo em 1980 para reverter uma lesão medular em laboratório? Nessa época, segundo várias vezes relatou o Dr. Wise Young, era considerado desperdício um cientistas se aventurar nesse, era alguém que iria desperdiçar sua carreira, perder seu tempo. Portanto, se alguém disse a duas ou três décadas atrás que a cura das lesões medulares estaria a caminho, falou mesmo besteira.
Dar a atual perspectiva de cura das lesões medulares, o mesmo descrédito dos prognósticos de cura feitos a 10, 20 ou 30 anos atrás é para mim uma grande sacanagem.
Para começar, ter esperança não faz mal. Nos EUA por exemplo, a comunidade dos portadores de lesão medular possui as mais taxas de suicídio e dar a essas pessoas desesperança não irá ajudar em nada.
A cura das lesões medulares é uma pesquisa extremamente cara, ainda mais considerando o baixo nº de indivíduos nesta condição quando comparado a outras deficiências e doenças. Para a indústria farmacêutica, desenvolver um tratamento para um grupo relativamente pequeno de indivíduos significa lucros reduzidos e com isso, maior dificuldade em captar recursos privados para esta causa.
Isso fez com que durante muito tempo as empresas farmacêuticas estivessem a margem desse processo, mas os avanços as colocaram como financiadoras de diversos trabalhos como por exemplo as pesquisas do Dr Martin Schwab em Zurique.
Isso significa que desesperança e falta de otimismo dificultará também essa questão do fnanciamento das pesquisas.
Ora bolas, se alguns ganham dinheiro fabricado cadeiras de rodas e outros trabalham em ONG`s captando recursos públicos e privados para investir na capacitação e inserção dos portadores de deficiência na sociedade, qual o problema em se falar na cura das lesões medulares? Milhares de pessoas em cadeiras de rodas curtem esse assunto e querem estar informadas a respeito. E se existem os pessimistas, existem também homens e mulheres trabalhando nos mais conceituados centros de pesquisa do mundo para que um tratamento das lesões medulares esteja disponível o mais breve possível.
Quando isso irá ocorrer, se dentro de 3, 5 ou 10 anos, não podemos afirmar, todas as possibilidades estão abertas com os avanços que ocorrem a todo momento.
E se hoje não fazemos viajens interplanetárias como algum mau futurólogo previu, estão confirmados pelo menos a existência deles orbitando estrelas vizinhas ao nosso sistema solar. E a Internet?
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