Notícias em geral publicadas na Internet relacionadas a lesão medular

As datas que acompanham cada título referem-se
a data em que o texto foi inserido nesta home page.


Recursos para as pesquisas(6/09/1999)

Em 1998 nos EUA, os gastos públicos e privados com as pesquisas que visam obter a cura das lesões medulares, alcançaram cerca de 150 milhões de dólares, valor considerado pequeno para um progresso mais acelerado dessas pesquisas.

Aqui no Brasil esses gastos são muito menores ou praticamente inexistentes, o que é compreensível tendo em vista necessidades mais ugentes e básicas da população.

Uma coisa difícil de aceitar é o governo no início de 1999 ter doado, ou seja lá qual for o nome dado aquela operação financeira de ajuda a 2 pequenos e desconhecidos bancos, que custou aos cofres públicos cerca de U$ 900 milhões de dólares.

A operação foi tão vergonhosa que até mesmo o ministro Pedro Malan negou ter conhecimento prévio de tal operação, embora estivesse muito próximo fisicamente do local onde foram tomadas tais decisões. Num país onde se morre de fome, nada mais normal que uma operação financeira desse nível ocorra sem conhecimento da cúpula do poder (em países onde se morre de fome acontece de tudo), embora me reservo no direito de não acreditar, mas como ele falou desconhecer, quem sou eu para dizer o contrário.

Já nos EUA, o ator Cristopher Reeve consegui mais uma vitória ao emplacar, no estado de New Jersey, uma lei que destinará 1 dólar de cada multa de trânsito para as pesquisas e tratamento das lesões medulares. Com isso, espera-se arrecadar U$3,2 milhões anualmente(By BOB GROVES - Tuesday, September 14, 1999).

Pobres americanos, para chegar aqueles 900 milhões de dólares de dinheiro público usados aqui no Brasil para salvar os dois pequenos bancos em janeiro/99, eles precisarão de 281 anos e uns 3 meses.


Experimentos clínicos a caminho(10/06/1999)

No ano passado (1998), quando o Hospital Cedar Sinai dos EUA divulgou que se preparava para iniciar, dentro de poucos meses, experimentos visando tratar pacientes portadores de parkinson e lesão medular, as atenções de todos envolvidos nessas questões voltaram-se para esse centro de pesquisas.

Desde então passaram-se meses e nenhuma novidade foi divulgada pelo Cedar Sinai no que diz respeito aos tão aguardados testes clínicos.

Nesta semana porém, portadores de lesão medular nos EUA entraram em contato com o Cedar Sinai e as respostas obtidas, embora não oficiais, são animadoras.

Segundo fontes desse centro de pesquisas, experimentos envolvendo pacientes de parkinson vem sendo realizadas de acordo com as expectativas e o início dos experimentos com portadores de lesão medular deverão se iniciar breve, talvez em julho próximo. E um dos principais objetivos é tratar pacientes com lesão medular crônica.

O telefone da relações públicas do Cedar Sinai é: 310-659-7475.


Entrevista do ator Cristopher Reeve(06/04/1999)

Em uma entrevista dada em março o ator C.Reeve reafirma sua expectativa com relação a receber, ainda este ano, um tratamento para reverter sua paralisia.

Clique aqui para ler a entrevista (em inglês)


Cristopher Reeve e mais novidades(02/02/1999)

No dia 30 de janeiro, ao retornar a uma região de esqui muito frequentada por ele e sua família antes de seu acidente em maio de 1995, o ator Cristopher Reeve falou sobre seu otimismo em voltar a ficar em pé e esquiar novamente. Na verdade ele não sabe se poderá voltar a esquir um dia, mas essa é uma possibidade não descartada por ele e demostra o momento de otimismo em que passam as pesquisas que visam a cura da paralisia provocada por lesão medular.

O mais recente desses avanços científicos ocorreu duas semanas atrás na Itália, onde pesquisadores descobriram que determinados tipos de células chamadas epedymal, que antes pensava-se serem encontradas apenas no cérebro, medula e na pele de crianças, são também encontradas na pele de adultos. Essa descoberta é importante pois estas células podem ser retiradas com uma simples biópsia de pele (o que é bem menos arriscado que uma biópsia de cérebro ou medula), cultivadas em laboratório e depois introduzidas na região lesionada da medula onde eventualmente possam se desenvolver como neurônios e assim, conduzir os impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo. E tudo sem necessidade de drogas imunossupressoras para evitar rejeição afinal o material é do próprio receptor. Essa técnica poderá ser aplicada em sere humanos dentro de 6 ou 12 meses caso os resultados em ratos sejam satisfatórios.

Aos céticos ele afirma que esse otimismo é fundados exclusivamente em informações científicas que ele recebe diretamente dos cientistas. Como presidente e principal porta-voz da American Paralysis Association, Cristopher Reeve fala com médicos e cientstas duas vezes por semana de modo a tomar conhecimento dos mais recentes avanços nas pesquisas

Até recentemente as pesquisas em lesão medular eram consideradas um verdadeiro cemitério para aqueles que se dispunham a entrar nesse campo devido conceito geral, mesmo entre a comunidade científica, de ser este um problema extremamente complexo e de sucesso pouco provável. Hoje porém o campo das pesquisas em lesão medular é dos mais promissores para os estudantes. Os progressos vem acontecendo, com os avanços mais recursos financeiros para as pesquisas e com tudo isso, a cura está a caminho.

Em outro artigo publicado na imprensa no final de janeiro, o Dr. Evan Y. Snyder's, pesquisador do Children's Hospital in Boston, implantou neurônios humanos no cérebro de ratos. Esses neurônios sobreviveram ao implante, se expandiram e estabeleceram conexões nervosas no cérebro desses animais.

Tentativas de tratar danos no cérebro com transplante de células nervosas foram primeiramente experimentadas duas décadas atrás quando neurônios de fetos foram introduzidos em pacientes com Parkinson. Os resultados porém foram pequenos, fazendo com que os cientistas voltassem ao laboratório para compreender melhor o processo.

Hoje porém as coisas vêm evoluindo. A indústria farmacêutica e inúmeras universidades e empresas de biotecnologia estão envolvidas nesse processo.

Transplantes de células nervosas vêm apresentando bons resultados em ratos e macacos e os testes humanos estão começando. Num desses experimentos, o Dr. Douglas Kondziolka, neurociurgião da University of Pittsburgh, tratou 9 vítimas de derrame injetando diretamente nas regiões danificadas do cérebro, neurônios humanos. A esperança é que essses neurônios implantados ajudem a restaurar a memória e outras debildades decorrentes do derrame. Notícias desse experimento serão divulgadas no próximo dia 4 de fevereiro num encontro científico sobre derrame em Nashville - EUA.

Os neurônios utilzados nesse experimento são oriundos de um câncer testicular chamado teratocarcinoma. Células desse tumor podem se desenvolver e formar diversos tecidos, inclusive neurônios. E como já havia sido divulgado anteriormente, em nenhum momento durante os experimentos com ratos, essas células nervosas originárias do tumor voltaram a se desenvolver como câncer.

Esses estudos animmais vem revelado boas descobertas. Quando transplantados para o cérebro, os neurônios agem como se soubessem o que é preciso que eles façam. Estas células não se expandem de forma aleatória. Ao contrário disso elas se desenvolvem em diversos tipos de células nervosas, migram para os locais adequados e refazem as conexões nervosas. Os cientistas esperam que estas células humanas tenham o mesmo comportamento quando tranplantadas no cérebro humano.

Outro estudo mostrou que estes neurônios podem corrigir problemas hereditários. No experimento, ratos geneticamente modificados que carregavam em seus cérebros um gene defeituoso que causa em humanos uma doença chamada Tay-Sachs, receberam implante de neurônios humanos com o gene correto. Após o implante destes neuronios, os genes comçaram a agir e a suprir o organismo da enzima que se encontrava ausente em decorrência do defeito genético. E o problema foi corrigido.

Outra descoberta que vem causando euforia é o fato dos transplantes de tecido cerebral não serem tão suscetíveis a rejeição pelo sistema imunológico tal como ocorre em transplantes de fígado, rim e outros tipos de transplante. As razões para isso ainda não estão claras, mas é uma descoberta importante pois talvez não exista problemas de incompatibilidade tal como ocorre em outros tipos de transplante.


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