Notícias publicadas na Internet relacionadas a lesão medular

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a data em que o texto foi inserido nesta home page.


A empresa NeoTherapeutics, Inc. anunciou hoje que irá iniciar a Fase I do estudo com a droga AIT-082 em voluntários idosos sadios.(26/02/98)

IRVINE, Califórnia, 25 de Fevereiro de 1998

AIT-082 é a primeira droga utilizada em testes clínicos humanos desenvolvida para regenerar nervos e tem demonstrado capacidade de reduzir, adiar ou previnir deficiência de memória em animais. Nesta Fase I, a droga AIT-082 será administrada uma vez ao dia por sete dias consecuivos em doses de 100 até 2.000mg por dose. Vinte e quatro voluntários idosos saudáveis irão participar do estudo.

"O desenvolvimento da droga AIT-082 tem progredido favoravelmente", disse a Dra. Michelle S. Glasky, Vice-Presidente da NeoTherapeutics. "Nós estamos encorajados pelo sucesso da Fase I do estudo em que se utilizou uma única dose, o qual demonstrou que a droga é extremamente bem tolerada. Nós antecipamos que essa tendência irá continuar nesse estudo com múltiplas doses," ela disse. "Os resultados obtidos nesse estudo nos permitirá o início da fase II do estudo depois deste ano"

A empresa NeoTherapeutics completou três experimentos clínicos de Fase I com AIT-082 em dose única, os quais demonstraram boa tolerância e adequado comportamento farmacocinético tanto em pacientes com Alzheimer como nos voluntários idosos saudáveis. No momento, os dados desses estudos estão sendo analizados.

A droga AIT-082 da empresa NeoTherapeutics é candidato a produto líder. É a primeira droga administrada via oral a entrar em experimentos clínicos humanos e que foi especificamente desenvolvida para atingir a regeneração nervosa. Em estudos de laboratório com animais, a droga AIT-082 mostrou-se capaz de induzir a produção de três neurotrophic factors, NGF, NT-3 e bFGF. Esses três fatores têm sido descritos como indutores da multiplicação e maturação funcional de neurônios-colinérgicos, os mesmos neurônios que morrem na doença de Alzheimer.

A empresa NeoTherapeutics, Inc., localizada em Irvine, Califórnia, é uma companhia de biotecnologia dedicada a descobrir e desenvolver drogas que atuem no sistema nervoso central para reparar células nervosas e tratar doenças degenerativas como Alzheimer, lesão medular, Parkinson e traumatismo cerebral.

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Maiores informações sobre a droga AIT-082.


Neurocrine abre possibilidade de tratar lesões nervosas do SNC(18/02/98)

Data de liberação: 17 de fevereiro de 1998
Por Mark Egan

LOS ANGELES (Reuters) - Neurocrine Biosciences Inc divulgou avanços que talvez ajudem a tratar pacientes com traumatismo cerebral bem como aqueles com doenças de Alzheimer, Parkinson e esclerose multipla.

Em material divulgado na última edição do Proceedings of the National Academy of Sciences Neurocrine, cientistas disseram ter descoberto um componente que pode destravar uma proteína existente cérebro capaz de tratar doenças nervosas como traumatismo cerebral, osteoporose, lesão medular e outras.

O estudo é focado no "insulin-like growth factors" (IGFs), substância essencial para o normal crescimento, desenvolvimento e proteção das células do cérebro lesionadas. IGFs são naturalmente produzidas no corpo, porém, se ligam a receptores no cérebro e assim, se tornam inativas.

Nos anos recentes os cientistas têm procurado incrementar os níveis de IGF nos pacientes para um potencial tratamento de desordens nervosas que não possuem tratamento efetivo, como o trauma cerebral.

Até o momento porém os cientistas tem-se mostrado incapazes de fazer com que o IGFs ultrapassem a barreira hemato-encefálica em virtude do grande tamanho dessas moléculas.

A empresa Neorocrine, baseada em San Diego, desenvolveu uma droga que pode ser tomada por via oral para separar o IGFs já existente no cérebro de seus receptores e assim, liberar o efeito terapêutico do IGFs.

"Pessoas tem procurado usar IGFs por essas indicações, mas não tem sido capazes porque você não pode ultrapassar isto", disse Gary Lyons presidente da Nerocrine.

"O sinificado desse trabalho é que nós teremos a pílula que irá aumentar esses growth factors (fatores de crescimento) no cérebro para reduzir ou prevenir e paralelamente, reparar a morte de células pela primeira vez nesses tipos de doenças."

Lyons disse que a companhia irá agora voltar-se para o longo processo de ensaios clínicos de modo a obter da U.S. Food and Drug Adminstration aprovação para a droga. Ele disse que isso pode tomar dois anos, possivelmente até mais, antes da droga ser liberada aos pacientes.

A companhia testou a droga em ratos de laboratório que haviam sofrido lesão cerebral. O estudo demonstrou uma diminuição ou prevenção de mortes de células nervosas acima de 50%, quando comparado com ratos não tratados.

Considerando que as células do cérebro humano levam mais tempo para morrer que as células cerebrais de ratos, a companhia espera que o efeito do tratamento seja mais pronunciado em humanos.

Sobre pacientes crônicos, Lyons disse que o aumento do IGFs tem efeitos regenerativos nas células do cérebro, e que talvez ofereça um potencial tratamento a pacientes com Alzheimer, Parkinson, esclerose multipla e lesão medular.REUTERS

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Pesquisadores da Universidade da Flórida relatam que o transplante de tecido nervoso é estável(04/11/97)

Data de liberação: 27 de outubro de 1997
Por Melanie Fridl Ross

GAINESVILLE - o homem do norte da Flórida e primeiro americano a se submeter a um transplante experimental de tecido nervoso objetivando reduzir a progressão de uma lesão na medula espinhal, permanece estável 3 meses após a realização da cirurgia, afirmaram os pesquisadores da Universidade da Flórida que realizaram o procedimento.

O homem de 43 anos recebeu o transplante em 11 de julho no hospital Shands da Universidade da Flórida.

Os cientistas da Universidade da Flórida anunciaram os resultados sábado no National Neurotrauma Symposium, realizado em New Orleans conjuntamente ao Society for Neuroscience meeting. Na quarta-feira eles divulgaram o segundo paciente, um homem de 50 anos da Flórida Central, paralisado após um acidente de motocicleta. O homem, submetido ao procedimento em 10 de outubro, continua a se recuperar no hospital de reabilitação.

O tratamento experimental envolve a injeção de pequenos pedaços de células embrionárias de medula humana diretamente nas cavidades formadas pela lesão na medula, também conhecidos como cistos - estes cistos são formados no local em determinados tipos de lesão medular. Essa condição pode causar dor intratável e progressiva perda de sensibilidade e movimentos.

As células utizadas no procedimento foram obtidas em abortos entre 6 e 9 semanas, o qual seriam desprezados. O tecido foi obtido em instituições de saúde não afiliadas a Universidade. "É muito cedo para nossa avaliação", disse o neurocirurgião Richard Fessler e realizador dos transplantes. "O nosso primeiro paciente possuidor dos cistos na medula era muito complicado e com cistos dividido em vários pequenos compartimentos. Nas áreas em que não transplantamos, continua o mesmo, porém nas áreas no qual realizamos o transplante, os cistos não retornaram, logo, estamos muito encorajados com isso.

Fessler e seus colegas da Universidade da Flórida Brain Insitute realizaram o procedimento para testar a segurança e funcionalidade dos enxertos, os quais estudos laboratoriais anteriores tem ajudado gatos com lesão medular a recuperar algum movimento de suas patas paralisadas.


Fim da dor crônica intratável em ratos(04/11/97)

Artigo de Paul Recer ( AP science )
WASHINGTON(AP) Injeções de pequenas quantidades de toxinas em deteminados locais da medula espinhal, podem bloquear dores debilitantes sem causar os efeitos indesejáveis típicos dos narcóticos.

Patrick W Mantyh, cientista da University of Minnesota, disse que sua equipe encontrou em ratos um canal nervoso que libera para o cérebro as sensaçães de dores crônicas intratáveis e mostra que essas dores podem ser permanentemente interrompidas através de injeção de toxinas que matam células nervosas específicas.

Segundo Mantyh, a pesquisa demonstra que "você pode dissociar a dor normal que sentimos e capazes de serem paralisadas, das respostas dolorosas hipersensitivas". Ele disse que esse trabalho pode liderar um novo caminho para controlar a dor em pacientes com câncer e outros problemas que causem excessiva sensação dolorosa.

Stephen Hunt, pesquisador da dor no Medical Research Council em Cambridge, Inglaterra, disse que esse achado é extremamente importante e talvez lidere um novo caminho para aliviar os pacientes que sofrem de dores constantes e intratáveis que não respondem a outros tratamentos. Hunt disse que a pesquisa dá "um novo caminho para manipular células nervosas" e então, a terrível dor é bloqueada sem os efeitos colaterais dos opiáceos.

No estudo, Mantyh e seu grupo descobriram ser possível intrerromper os canais nervosos da dor matando células específicas na medula espinhal. Enquanto a técnica bloqueia a dor extrema, as sensações normais de tato não são afetadas, ele disse. Segundo Mantyh, as células nervosas que têm um papel chave na dor crônica liberam os sinais nervosos processando uma proteína neurotransmissora chamada substância P. Esta proteína é absorvida apenas em receptores dessas células nervosas e aparentemente, posuem papel chave no mecanismo da dor crônica.

No experimento, os pesquisadores combinaram a substância P com uma toxina e a injetaram na medula espinhal dos ratos. Tanto a toxina quanto a substância P ocuparam os receptores celulares. Tal ação matou as células possuidoras de receptores para a Substância P, porém não as células ao redor, disse Manyh. Para testar os efeitos, os pesquisadores usaram ratos cujas patas haviam sido tratadas para serem hipersensíveis ao calor. Estes ratos acusaram dor quando submetidos a um color ameno que não causava desconforto aos demais ratos. Os pesquisadores injetaram a Substância P associada a toxina na medula dos ratos no ponto em que havia nervos conectados as patas.

Quando os ratos foram novamente expostos a calor brando, eles responderam como os ratos normais anteriormente, provando que as injeções na medula bloqueavam os canais da dor. Mantyh disse que as injeções não tinham efeito sobre as sensações normais e benéficas de tato e dor. "A única coisa perdida foi a resposta dolorosa hipersensitiva. Em tudo mais os animais continuaram normais ". Mnyh disse que apenas 1% das células nervosas na medula processam a Substânia P. Eliminado somente estas células, ele disse, a dor pode ser aliviada sem causar os efeitos colaterais proporcionados pelos opiáceos.

O pesquisador afirmou que o controle da dor com injeções na medula serão testadas em mais estudos animais, porém acredita que a técnica poderá ser usada em testes humanos daqui a dois anos.

Esse artigo apareceu na edição de novembro/1997 da SENIOR NEWS.


Células olfatórias reparam nervos da medula lesada de ratos.(28/09/97)

WESTPORT, Set 26 (Reuters) - Pesquisadores britânicos descobriram um caminho para regenerar nervos medulares de ratos severamente lesados e restaurar a funcionalidade de suas patas anteriores.

"Células neurosensoriais dos sistema olfatório adulto são continuamente substituídas e seus novos axônios formados crescem no bulbo olfatório para formar conexôes funcionais," comentou na edição de 26 de setembro da revista Science, o Dr. Ying Li do Conselho de Pesquisas Médicas em Londres.

Os pesquisadores do Reino Unido transplantaram cultura de células olfatórias para o local lesado após a destruição eletrolítica dos axônios do trato corticoespinhal de ratos adultos. "Do décimo dia em diante os axônios em regeneração do trato corticoespinhal acumularam-se em feixes paralelos diretos, sem ramificações, que atravessaram completamente os transplantes no sentido crânio-caudal. Ao testar funcionalmente o potêncial dos neurônios regenerados após 2 a tres meses após o transplante, a equipe do Dr. Li percebeu que a mobilidade destes ratos era "indistinguível daquela dos ratos normais não operados".

Dr Li e outros assinalam que os seus achados podem abrir novos caminhos para o desenvolvimento de tratamentos para "...as lesões das medulas espinhais humanas, mais complexas".


Médicos britânicos dão nova esperança para paraplégicos(13/09/97)

LONDON (Reuter) - Médicos britânicos disseram na sexta terem eles inventado um novo tratamento que poderá auxiliar alguns pacientes paraplégicos a se levantar, caminhar curtas distâncias e praticar exercícios leves.

Nick Donaldson e seus colegas do Grupo de Implantes de Aparelhos Estimuladores da University College em London, testaram o seu novo Implante Estimulador das Raizes Lombares Anteriores (LARSI) em dois pacientes.

O primeiro paciente, que recebeu o implante em dezembro de 1994, tem efetuado 24 passos consecutivos antes de precisar sentar e pode também praticar execícios de pedalar, reportou o jornal médico Lancet.

O segundo paciente iniciou o tratamento há seis meses atrás e há pouco começou a ficar em pé.

"Nós estamos otimistas que o implante LARSI permitirá que alguns paraplégicos fiquem em pé (com o equilíbrio auxiliado pelas mãos), para caminhar curtas distâncias e pedalar", disse Donaldson.

Ele ativa os nervos na sua raiz, ao invés de fazê-lo na entrada nos musculos. Os pacientes controlam através de um interruptor o implante ativado por bateria.

LARSI, que é cirurgicamente colocado na região inferior da medula, trabalha estimulado os nervos que suportam os músculos das pernas. Ele ativa os nervos na sua raiz, ao invés de fazê-lo na entrada nos musculos. Os pacientes controlam através de um interruptor o implante ativado por bateria.

Os pesquisadores acreditam que o LARSI será mais efetivo que outros tipos de implantes, os quais usam eletrodos externos temporariamente colados na pele ou mesmo fios que passam através da pele até os musculos.

Donaldson disse que para melhorar a postura do primeiro paciente, a equipe de pesquisadores investiga a possibilidade disso poder ser feito pelo treinamento seletivo dos músculos, ou por fisioterapia sobre certos grupos musculares como os adutores do quadril REUTER

NT: as raízes nervosas lombares anteriores são responsáveis pela condução dos impulsos nervosos para os musculos que movimentam os membros inferiores.


Implante para tetraplégicos usarem as mãos(27/08/97)

Pela primeira vez, a Food and Drug Administration, órgão do governo americano responsável pelo controle de medicamentos, autorizou a utilização de um dispositivo eletrônico a ser implantado em pacientes tetraplégicos e que permitirá a estes realizar tarefas simples como se alimentar, escrever uma carta, servir-se de café, etc.

O dispositivo chama-se Freehand e foi desenvolvido pela empresa NeuroControl Corp de Cleveland. Ele consiste num pequeno aparelho implantado no tórax, onde correntes elétricas são produzidas e estimulam músculos do antebraço e mãos através de eletrodos ligados a eles.

O dispositivo é comandado através de movimentos dos ombros, fazendo com que os objetos sejam apreendidos ou liberados pelas mãos.

Para utilizar o dispositivo o paciente tetraplégico precisa ter movimentos dos braços, o que inviabiliza sua utilização pelo ator Cristopher Reeve por exemplo. Para estes, os pesquisadores continuam as pesquisas em regeneração nervosa visando obter benefícios que a atual tecnologia não alcançou.

A empresa NeuroControl já trabalha no desenvolvimento de um implante de segunda geração para pacientes com movimentos ainda mais limitados, bem como em implantes para o reestabelecimento funcional das pernas e bexiga.

O custo do dispositivo e de 50 mil dólares e para utiizá-lo é necessário algum tempo de adaptação (os usuários que participaram dos testes, treinaram por 3 meses em média).


Pesquisa utiliza terapia genética (15/07/97)

WASHINGTON (AP) - Em nova pesquisa, ratos com medula severamente lesadas recuperaram parcialmente sua habilidade p/ caminhar, o que repete os resultados de pesquisas recentes e sustenta um pouco mais a esperança humana.

Terapia genética foi usada p/ estimular o crescimento de células nervosas da medula severamente lesada de ratos, relataram os pesquisadores da University of California San Diego School of Medicine.

No novo experimento descrito na edição de julho do The Journal of Neuroscience, amostras de células normais obtidas através de biópsia, foram modificadas p/ produzir uma proteína de crescimento, a nerotrophin-3, que encoraja a sobrevivência e o crescimento das células nervosas.

As células foram então enxertadas no local lesado da medula dos animais. Lá, as células modificadas liberaram continuamente a proteína do crescimento por muitos meses, promovendo um aumento da regeneração das células nervosas lesadas.

O objetivo dos pesquisadores da lesão medular é promover o crescimento dos axônios cortados ou lesados ou partes específicas das células nervosas, disse Dr. Mark Tuszynski, professor de neurosciências da UCSD School of Medicine e autor do estudo. Estes resultados indicam que a liberação celular da proteína de crescimento dos neurônios, através da terapia genética, pode restaurar funções.

Em estudos prévios reportados no último verão, pesquisadores do Instituto Karolinska da Suécia removeram, com sucesso, os bloqueios que impediam que se mantivessem saudáveis as células nervosas de ratos de laboratório transplantadas para a medula lesada, onde elas cresceram novas conecções através da lesão medular.

O experimento porém, o qual também restaurou alguma sensibilidade e movimento dos membros posteriores paralizados dos animais, provou somente que o crescimento é possível e não necessariamente indica a melhor técnica, disse o cientista.

Dr. Wise Young, um pesquisador do sistema nervoso na New York University Medical Center em New York, disse que a técnica da ponte usada no estudo sueco, pode provavelmente nunca ser usado em humanos. Isto porque a nova terapia genética pode eventualmente promover maior eficácia caso possa ser aplicada em humanos.

Embora os cientistas da Califórnia tenham dito que essa nova pesquisa é encorajadora, eles disseram também que anos de pesquisa serão necessários antes que esse tratamento possa estar disponível para humanos.


Peixe primitivo tem a chave para a cura de medulas espinhais? (13/07/97)

A moréia marinha, ao contrário dos humanos ou qualquer outro vertebrado, pode reparar a sua medula espinhal quando ela é seccionada. Agora os pesquisadores têm uma pista de onde este peixe primitvo obtêm os seus poderes de rengeração. Os axônios da moréia -os filamentos que transmitem sinais de um neurônio para o outro e da medula espinhal para os músculos do corpo- têm um meio incomum de locomoção. Bastões proteicos chamados neufofilamentos os conduzem a partir do interior (da célula). A descoberta, publicada no número de 1 de Julho do Jornal de Neurociências (The Journal of Neuroscience), pode mudar os conceitos de regeneração neuronal e, talvez, esclarecer como recuperar humanos com lesões da medula espinhal.

Por décadas, pesquisadores demonstraram que durante o desenvolvimento embrionário, os axônios são puxados (ou conduzidos) na sua longa jornada - que pode se prolongar da medula espinhal para o dedão do pé- por estruturas pontudas, chamadas cones de crescimento. Os axônios no sistema nervoso de mamíferos retem alguma desta característica embrionária durante a vida toda, motivo pelo qual cirurgias para reimplante de dedos e outras partes do corpo são geralmente bem sucedidas. Mas o sistema nervoso central (cérebro, olhos e medula espinhal) dos mamíferos adultos são totalmente embebidas em proteínas que inibem o crescimento axonal.

Por saber que os axônios das moréias séo abarrotados de neurofilamentos, um grupo liderado pelo Neurologista Mickey Selzer da Universidade da Pensilvânia e por Alan Jacobs, da Universidade da Califórnia em São Francisco, decidiram estudar, nas moréias, as proteínas dos neurofilamentos em neurônios em fase de regeneração. Jacobs clonou o gen codificador da proteína do neurofilamento da moréia e construiu sondas complementares de DNA que se ligam ao RNA mensageiro (mRNA), indicando quanta proteína esta sendo fabricada. Ele então secciona parcialmente a medula espinhal da moréia e, enquanto o animal se recupera, ele observa os niveis de mRNA nos filamentos.

.Em axônios com ma regeração, Jacobs e Selzer observaram que a produção de mRNA do neurofilamento caiu após a secção dos axônios e permaneceu baixa. Em axônios com boa regeneração, entretanto, a expressão de neurofilamentos mostrou uma menor diminuição e um crescimento apos 4 semanas. Os niveis de mRNA recuperaram-se ate mesmo quando a falha da medula (espaço entre as extremidades seccionadas) era tão grande que os axônios não podiam atravessá-la, sugerindo que a revitalização dos neurofilamentos não é mera consequência da rengeração, mas que ajuda a guiá-la.

"É apenas especulação por enquanto",diz Selzer, "mas pode ser que um aumento temporário da produção de neurofilamentos em pessoas com lesões do sistema nervoso central, auxiliaria o crescimento das fibras nervosas caso nós consigamos eliminar algumas das barreiras extracelulares para a regeneração." Muitos cientistas no entanto mantêm-se céticos acerca do poder regenerativo dos neurofilamentos, chamando a atenção para a grande diferença evolucionária e fisiológica existente entre moréias e humanos. De acordo com o citologista molecular Nisson Schechter da Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook, "É certamente mais complicado do que dizer 'Se nos pudéssemos ligar esta molécula (neurofilamento), Christopher Reeve poderia voltar a andar.'"


Terapia com Raio - X (25/06/97)

O raio X, se usado no momento e dosagem correta, talvez possa beneficiar medulas lesadas. Nurit Kalderon , Ph.D. do Memorial Sloan-Kettering Center de Nova Iorque, reportou recentemente que o raio X parece bloquear a ação de um tipo de célula astrócito que normalmente inibe o crescimento dos neurônios. Kalderon advertiu porém que muito trabalho é necessário antes da radiação poder ser aplicada em terapias para seres humanos.

Ele mostrou que em um grupo de 11 ratos tratados 3 semanas após a lesão medular, período em que as células astrócitos aparecem, 6 deles recuperaram alguma função. Nos animais controle ( grupo de ratos que não recebeu tratamento ), não foram encontradas evidências de regeneração ou recuperação funcional.


Benefícios das drogas usadas em transplantes (25/06/97)

Em outra reviravolta, cientistas reportaram que drogas que protegem contra a rejeição de órgãos parecem trabalhar em benefício dos neurônios, protegendo-os contra danos e promovendo regeneração após uma lesão.

Estudos animais mostraram que derivados de drogas como a FK506 e ciclosporina, melhoram a regeneração de nervos faciais lesados. As drogas têm aumentado também a regeneração em células importantes nas doenças de Parkinson e Alzheimer e talvez sejam úteis no tratameno de derrames cerebrais e lesão medular. Se os estudos em macacos com desordens similares ao Parkinson forem favoráveis, o próximo passo será testes com humanos.


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