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Notícias publicadas na Internet relacionadas a lesão medular

As datas que acompanham cada título referem-se a data em que o texto foi inserido nesta home page.


(10/11/2001)

Análise feita (textos em inglês) pelo Dr. Wise Young sobre algumas das mais interessantes apresentacões programadas para o encontro de neurocientistas (annual Society for Neuroscience meeting) a se realizar entre os dias 11 e 15 de novembro em San Diego - USA.

Análise do Dr. Young

Lista completa das apresentações


(12/07/2001)

Hoje é possível para quem tem dinheiro, e também certa dose de coragem, se submeter a terapias que visam curar, ou mais realisticamente falando nas condições atuais, obter melhoras parciais de movimentos e sensibilidade decorrentes de lesões medulares. Equador, Rússia e Taiwan são alguns locais onde aqueles dispostos a se submeter a tais tratamentos podem se dirigir.

A questão é que nenhum destes tratamentos oferecem qualquer garantia ao paciente quanto a melhoras de suas condições. Na realidade, até bem pouco tempo esses tratamentos eram citados em grupos de discussão na internet sobre lesão medular, sem que houvesse muitas informações a respeito dos mesmos. Recentemente porém alguns dos participantes desses grupos de discussão na internet se dirigiram a Rússia e Taiwan para se tratar.

Esta oportunidade foi fantástica pois pessoas com as quais muitos nesses grupos mantêm contato, viajaram para se submeter a tais tratamentos e tão logo retornaram contaram em detalhes tudo que havia se passado com eles.

Tanto em Taiwan quanto na Rússia (no Equador quem realiza o procedimento é o Dr. Kao, um médico americano), ao paciente e dada a escolha entre diversas terapias isoladas ou separadas, mas que envolvem basicamente coquetel de drogas para estimular o crescimento dos neurônios, células embrionárias, células tronco e auto-enxerto de nervos periféricos na medula.

Todos torcem para que essas pessoas que estão se submetendo a esses tratamentos tenham significativa melhora em seus quadros, até porque os procedimentos médicos nela realizados possuem fundamento e podem perfeitamente funcionar. E quanto mais gente se tratar, mais rapidamente esses tratamentos irão evoluir.

Portanto daqui a 1 ano é de se esperar que estes tratamentos, e outros que irão aparecer, possam demonstrar sua eficácia e segurança. Por hora diz a prudência ser melhor aguardar e essa é a opinião do Dr. Wise Young.


(15/06/2001)

Há alguns poucos anos a possibilidade de reverter uma lesão medular estava décadas de distância, uma possibilidade quase impossível. Depois começaram a aparecer aqui e ali, pesquisas que obtiveram sucesso em reverter paralisia em animais. Agora muitas das técnicas testadas em animais começam a ser testadas em humanos.

Em Israel novos pacientes estão sendo tratados experimentalmente pela técnica chamada "Ativação de Macrófagos". E a ,jovem americana Melissa Hollney, que primeiro se submeteu a esse tipo de tratamento, continua apresentando progressos. Quanto aos demais pacientes que se submeteram ao tratamento, há poucas informações.

Nos EUA novos pacientes estão sendo convocados para se submeter a tratamentos experimentais, como por exemplo a que se utiliza de células nervosas geneticamente modificadas de suínos.

Na Rússia médicos estão tratando pessoas utilizando-se dos conhecimentos adquiridos nas pesquisas ao longo dos últimos anos, tais como transplante de células nervosas embrionárias, células tronco entre outras tecnologias. Até o momento não há informações que comprovem os resultados que estes médicos vêem obtendo.

Em Taiwan o Dr. Cheng deverá divulgar em breve os resultados obtidos através de sua técnica em diversos pacientes. E promete apresentar bons resultados. A primeira-dama de Taiwan, que possui lesão medular, foi convidada a se submeter ao tratamento do D. Cheng.


(26/02/2001)

Abaixo uma lista de pesquisas em andamento, nas mais diversas partes do mundo, visando a cura das lesões medulares, assim como seu status no que diz respeito ao início dos testes em humanos destas mesmas técnicas.

01. Kharkov (embryonic cerebral nerve tissue) - EM ANDAMENTO
02. Acorda (4-aminopyridine) - EM ANDAMENTO
03. Novosibirsk (embryonic stem cells) - EM ANDAMENTO
04. Kupavna (neural stem cells, embryonic stem cells) - EM ANDAMENTO
05. Bologna, Brunelli (peripheral nerve grafts) - EM ANDAMENTO
06. Proneuron (activated macrophages) - EM ANDAMENTO
07. VGH Taiwan, Cheng (no peripheral nerve grafts) - EM ANDAMENTO
08. Purdue, Indiana (AC currents for regeneration) - EM ANDAMENTO
09. Diacrin (porcine neural stem cells) - INÍCIO EM BREVE
10. UAB (Neurogel, stem cells, FGF1) - INÍCIO EM BREVE
11. Alexion (porcine olfactory ensheathing glia) - INÍCIO EM BREVE
12. Estonia (embryonic stem cells, growth factors) - INÍCIO EM BREVE
13. Yale (Schwann cells) - INÍCIO EM BREVE
14. Novartis (IN-1 antibody therapy) - início em 2001
15. BLSI (Inosine and AF-1) - início em 2001
16. Acorda (M1 antibody) - início em 2001
17. Layton Bioscience (human neural stem cells) - início em 2001
18. Neotherapeutics (AIT-082) - início em 2001
19. Dr. Hans Keirstead (demyelination treatment) - início em 2002
20. Reeve-Irvine Research Center - início em 2002
21. UCSD, Tuszynski (genetically modified cells to produce NT-3)
22. Acorda (cellular adhesion molecule L1) - início em 2002

Joe from Slovakia


(20/01/2001)

Quando a proteína Nogo, principal inibidora da regeneração dos neurônios no SNC, foi descoberta, casou entusiasmo no meio científico tendo em vista a possibilidade de tratamentos mais eficazes visando a regeneração dos neurônios.

Agora mais um importante avanço foi dado com a descoberta do receptor, existente no SNC, da proteína Nogo. Como disse um cientistas, eles tinham a chave (Nogo), mas agora possuem também o cadeado (receptor).

Essa descoberta, afirmam os cientistas, irá facilitar bastante o desenvolvimento de medicações para diversas doenças do sistema nervoso central.

Clique aqui para ver esse texto completo em inglês.


(22/12/2000)

Segundo Dr. Wise Young, o anticorpo IN-1 desenvolvido pelo Dr. Schwab de Zurique e que funciona bloqueando proteínas inibitoras da regeneração dos neurônios, deverá ter um progresso bem mais rápido em seu desenvolvimento pois a gigante farmacêutica Novartis além de aquirir os direitos sobre essa substância, está interessada no desenvolvimento da mesma devido a sua possível aplicação em diversas doenças degenerativas do SNC. São eles inclusive que estão financiando os experimentos em primatas.


(21/12/2000)

Dra. Isabel Klusman, pesquisadora do laboratório do Dr. Martin Schwab de Zurique disse que o anticorpo IN-1, desenvolvido para neutralizar proteínas presentes na bainha de mielina da medula, proteinas estas que são um dos principais inibidores da regeneração dos neurônios após um lesão medular, foram humanizadas e neste momento testes de toxicidade e segurança (possíveis efeitos colaterais) em roedores estão sendo feitos antes de iniciar testes em humanos, o que ela acredita não irá ocorrer breve.

O anticorpo IN-1 também funciona em ratos com lesão medular crônica, o que é um dado importante e ainda segundo ela, deverá funcionar em seres humanos.


(12/12/2000)

Duas universidades americanas receberam aprovação da FDA para iniciar testes em pacientes humanos portadores de lesão medular, de uma nova técnica que utiliza campos eletromagnéticos, produzido por implantes, para estimular o crescimento do tecido nervoso lesionado.

Esta fase de testes tem como objetivo avaliar a segurança do procedimento, embora os médicos estão otimistas quanto a obtenção de efeitos terapêuticos como recuperação de movimentos e sensibilidade.

Alguma coisa irá acontecer de positivo, a questão será o grau desta resposta e para saber será preciso esperar. Os resultados se tornarão públicos só daqui a 1 ano.

Os pacientes que participarão do experimento precisarão ter entre 18 e 65 anos, lesão motora completa e no máximo 18 dias de lesão medular pois experimentos em cães nessa fase se mostraram bem sucedidos.

As pesquisas com campos elétricos para estimular a reneração da medula se iniciaram por volta de 1980 e em 1990 o primeiro cão com lesão medular decorrente de causas naturais foi submetido ao tratamento.

Nos experimentos com cães cerca de 85% deles obtiveram ganho nas funções corporais e alguns poucos voltaram a andar.

Clique aqui para ver esse texto completo em inglês.


(05/12/2000)

Melissa Holley, jovem americana de 19 anos que se submeteu a um tratamento experimental em Israel após sofrer lesão medular num acidente automobilístico em junho último, começou a recuperar movimento nas pernas.

Ao receber dos médicos o prognóstico que Melissa jamais voltaria a andar, o pai de Melissa não se conformou e foi para internet a procura de informações, quando então leu a respeito do tratamento experimental em Israel.

Ela já consegue mover a perna esquerda uma pequena fração de polegada e ao colcar as mãos sobre a coxa, sente as contrações voluntárias. Ela também consegue mover o dedão do pé.

Quando souberam desta novidade, os médicos israelenses responsáveis pelo tratamento a que Melissa se submeteu ficaram muito felizes. Ele não esperavam nenhum retorno de movimento antes de abril do próximo ano.


(25/09/2000)

A jovem americana Holley de 19 anos, que se dirigiu a Israel p/ se submeter a tratamento experimental após sofrer nos EUA um acidente de carro dia 25 de junho que lesionou sua medula, está confiante quanto aos resultados do procedimento a que se submeteu. O procedimento experimental foi realizado dia 9 de julho no Sheba Medical Center, Tel Aviv, Israel.

Os médicos que inicialmente atenderam a jovem disseram que ela nunca mais voltaria a andar, o que causou inconformismo em seu pai que, na internet, encontrou informações a respeito desta terapia experimental já aprovada pela FDA americana p/ testes em humanos.

Melissa Holley possuia todos os pré-requisitos exigidos pelos médicos p/ se submeter ao tratamento tais como idade, local da lesão na medula e no máximo 2 semanas desde o acidente.

Em tratamentos experimentais desse tipo os médicos dão preferência a pacientes com lesão em um nível (exemplo de níveis: C5, T2, etc.) que, ocorrendo algo de errado e o paciente ao invés de ganhar funções perder um ou dois níveis, os movimentos já existentes não sejam afetados.

Através de email Holley disse que começou a sentir alguma sensibilidade em suas pernas quando recebe beliscões e também tem tido câimbras. Em conversas com ela os médicos se mostram também muito otimistas, mas já avisaram que movimentos voluntários das pernas levarão alguns meses p/ ocorrer.

Em duas semanas ela deverá voltar p/ o Colorado - EUA onde continuará o tratamento, estabelecido pelos médicos israelenses, no Craig Hospital em Denver.

Embora estejam com grande expectativa a respeito desta nova terapia, os médicos lembram que o retorno de sensibilidade sentido por Holley pode estar ocorrendo naturalmente e não decorrente do tratamento a que ela se submeteu.


(24/02/2000)

Esta semana ao responder a uma pergunta o Dr Wise Young disse que os prováveis tratamentos, hoje em estudos visando a cura da lesão medular, irão custar algo em torno de 20 a 30 mil dólares. Ainda segundo ele, a parte mais cara da terapia deverá ser o intenso trabalho de fisioterapia e reabilitação que será necessário de modo a alcançar o melhor benefício do tratamento.

A nível de Brasil não sei qual será o custo dos tratamentos que estão por vir, mas é bom estarmos preparados.

Outro fato interessante ocorrido recentemente foi uma entrevista de Cristopher Reeve em Londres logo após um encontro com o pesquisador suiço Martin Schwab. Segundo Reeve disse, a técnica desenvolvida pelo suiço deverá ser testada em humanos dentro de 18 meses, tão logo seja testada em primatas, ou seja, o processo será antecipado.

Dr Schwab vem trabalhando com anticorpos capazes de neutralizar inibidores da regeneração nervosa existentes na medula, mas até então não havia conseguido "humanizar" seu tratamento de modo que a substância utilizada com sucesso em ratos, pudesse ser utilizada com segurança em humanos.

Comentando a declaração de Reeve o Dr Wise Young interpretou-a como um sinal que o cientista suiço conseguiu ou está muito próximo de humanizar tal anticorpo contra os inibidores da regeneração.

Todos esses acontecimentos ocorreram num momento em que pesquisadores anunciaram a identificação do gen do principal inibidor (chamado de Nogo) existente na medula e que impede a regeneração. Essa descoberta irá permitir aos cientistas criar mecanismos para neutralizar esses inibidores da regeneração, de forma mais eficaz do que vem sendo feito até então.



Xenotranslante bem sucedido em primatas
28 de Outubro de 1999

Pesquisadores da Yale University School of Medicine e da empresa de biotecnologia Alexion Pharmaceuticals, Inc. anunciaram que o transplante de células (geneticamente modificadas) de suínos, introduzidas cirurgicamente na medula de macacos, foi capaz de regenerar a bainha de mielina na região da medula lesionada que recebeu estas células.

Estes resultados obtidos em primatas refletem aqueles recentemente obtidos em roedores e dado o alto grau de semelhança entre os sistemas imunológicos de macacos e humanos, aumentam as expectativas que esses resultados possam também ser reproduzidos em humanos.

Clique aqui para ver esse texto completo em inglês.



Proneuron recebe sinal verde para iniciar testes clínicos
29 de Setembro de 1999

A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA deu sinal verde a empresa israelense de biotecnologia Proneuron, para o início dos testes em humanos utilizando-se da terapia celular desenvolvida pela própria empresa israelense.

Com a aprovação da FDA, os experimentos a serem realizados em Israel ainda este ano envolvendo 10 pacientes recém traumatizados, terão a mesma validada tal como estivessem sendo realizados nos EUA.

O tratamento a ser testado em humanos obteve resultados promissores em modelo animal de lesão medular e foi publicado em julho de 1998 na Revista Nature Medicine,

O tratamento consiste basicamente em retirar determinadas células (chamadas de macrófagos) brancas do sangue do próprio paciente, processá-las por curto período (ativando-as em laboratório) e administrá-las na medula espinhal do paciente.

Os macrófagos atuam curando feridas na maioria dos tecidos corporais, mas normalmente são incapazes de penetrar em quantidade satisfatória na medula espinhal, mas uma vez ali introduzidas, atuam promovendo a cura também nesse tecido.

O tratamento deverá se iniciar poucos dias após a lesão e sendo assim, não será aplicado em pacientes com lesão crônica.

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Células fetais de suínos são transplantadas para vítima de derrame
23 de Setembro de 1999

Esta semana, médicos americanos realizaram o primeiro transplante de células fetais cerebrais de suínos, para o cérebro de um indivíduo de 39 anos vítima de derrame cerebral sofrido há 4 anos atrás que o impede de trabalhar em virtude do compromtimento dos movimentos da mão esquerda.

Os cientistas esperam que as células transplantadas substituam as células mortas em decorrência do derrame. E estão otimistas em virtude dos resultados obtidos em outras patologias como parkinson e epilepsia e embora digam não ser a cura deste problema, que é a 3º doença causadora de mortes nos EUA (após doenças do coração e câncer) e também uma das principais causas de incapacidade física, talvez este seja o início para que um tratamento esteja disponível num futuro próximo.

As células utilizadas no transplante receberam tratamento imunológico de modo que o paciente não precise tomar drogas imunossupressoras.

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Proneuron de Israel e talvez a cura parcial em casos agudos
19 de Setembro de 1999

A empresa Proneuron de Israel aguarda autorização da FDA americana para iniciar testes clínicos em humano de sua terapia celular, se possível ainda este ano. Segundo a empresa, a técnica por eles desenvolvida têm duas limitações: a primeira é que só poderá ser aplicada até 2 semanas após a ocorrência da lesão. A segunda limitação é que a terapia não levará a cura completa, embora não descartem essa possibilidade com o aperfeiçoamento do tratamento. O resultado do tratamento não deverá ser o mesmo para todos por depender de diversos fatores entre eles a intensidade do trabalho de fisioterapia.

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