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Proneuron de Israel solicita junto a FDA dos EUA, aprovaçõo para
testes clínicos.
16 de Junho de 1999
A empresa Proneuron de Israel divulgou já ter enviado documentos para a FDA (Food and Drugs Administration) do EUA, a respeito do início dos experimentos clínicos em pacientes portadores de lesão medular, experimentos estes previstos para ocorrerem ainda em 1999.
Uma resposta positiva da FDA, aprovando os procedimentos a serem realizados em Israel, significa o reconhecimento do trabalho como se o mesmo estivesse sendo realizado no próprio EUA.
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Técnica bloqueia inibidores da regeneração dos neurônios. 30 de Janeiro de 1999
A Dra.Marie Filbin, pesquisadora do Hunter College of the City University of New York, identifica mecanismo que bloqueia todas as substâncias inibidoras existentes na bainha de mielina e que impedem a regeneração dos neurônios.
Esta descoberta, publicada na edição de janeiro da revista Neuron, poderá ser de grande importância em terapêuticas futuras que visem tratar as vítimas de lesão medular.
Até então os pesquisadores vinham trabalhando de modo a bloquear indvidualmente estes inibidores (a bainha a de mielina possui mais de um desses inibidores) que impedem o crescimento dos axônios. Marie Fibin é a primeira a descobrir um mecanismo que, de uma só vez, vence todos os inibidores existentes na bainha de mielina.
A equipe da Dra.Marie Filbin Eles mostrou que, tratando primeiramente os neurônios com certos fatores de crescimento de neurônios ( chamadas neurotrophins), antes de expor estes a presença das substâncias inibidoras existentes na mielina, a ação inibidora dessas substâncas ao crescimento axonal é completamente bloqueada.
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Avanços na busca da reparação das lesões medulares. 16 de Novembro de 1998
Embora mais testes sejam necesssários, pesquisadores de Melbourne e Queensland acreditam ter descoberto um dos motivos pelos quais as fibras nervosas não crescem novamente após uma lesão medular, ao descobrirem uma molécula que define tanto o caminho pelo qual as fibras nervosas devem crescer como guiam seu crescimento na medula.
Estas descobertas forma publicadas há 2 semanas na conceituada "US Proceedings of the National Academy of Science".
Em pacientes com lesão medular essa caminho que faz a comunicação entre o cérebro e pernas por exemplo está danificada e com isso as mesagens oriundas do cérebro são bloqueadas, não chegando ao seu destino e assim, restringindo o movimento e sensibilidade dos membros.
Os pesquisadores acreditam que no futuro injeções dessas moléculas (chamadas EphA4) levem a restauração das conexões nervosas através do crescimento das fibras nervosas no caminho adequado.
O Dr. Bartlett, disse estar convencido que essa descoberta é muito importante pois é a primeira vez que se descobre uma molécula que guia o crescimento das fibras nervosas na medula e caso se confirmem em outras pesquisas, essa descoberta poderá ser um dos principais fatores envolvidos na recuperação de movimentos e sensibilidades dos pacientes com lesão medular.
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Notícias do 28th Meeting of Society for Neuroscience ocorrido em Los Angeles entre os dias 7 e 12 de novembro
Pesquisadores da Yale University School of Medicine e da empresa Alexion Pharmaceuticals Inc. apresentaram, no 28th Meeting of Society for Neuroscience ocorrido em Los Angeles entre os dias 7 e 12 de novembro, dados mostrando que células (manipuladas geneticamente) de suínos foram transplantadas para a medula (cirurgicamente lesionadas) de ratos, onde fomaram uma bainha ao redor dos neurônios danificados. As medulas que receberam o transplante de células mostraram nomalidade na condução dos sinais nervosos.
Os mesmos testes também começaram em primatas e os resultados preliminares são encorajadores, com resultados muito similares aos obtidos em ratos.
As células 0EC(olfactory ensheathing cells) utilizadas pela empresa Alexion mostraram-se capazes não só de promover o crescimento dos axônios como também a remielinização dos axônios que haviam perdido suas bainhas de mielina. O uso dessas células OEC(responsáveis pela condução do impulsos olfatórios ao cérebro) talvez resolvam a questão da demanda das mesmas para tratamentos futuros e contribuam na remielinização do sistema nervoso de pacientes com esclerose múltipla, etc.
Xenotransplante é o nome dado ao transplante de células, tecidos ou órgãos oriundos de animais para o homem. Estas células suínas utilizadas foram modificadas geneticamente de modo a expressar um inibidor de complemento humano e assim, protegê-las contra rejeição.
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Pesquisadores da empresa NeoTherapeutics anunciaram no 28th Annual Meeting of the Society for Neuroscience in Los Angeles, novas descobertas a respeito do mecanismo de ação da droga AIT-082. A droga AIT-082 está sendo desenvolvida e testada contra a doença de Alzheimer.
A droga AIT-082, que possui a capacidade de atravessar a barreira hemato-encefálica, atinge o cérebro rapidamente após injetada em animais. No cérebro ela permanece poucos minutos, tempo suficiente porém para acionar as células nervosas a produzirem nerve growth factor (substâncias qe estimulam o desenvolvimento dos neurônios). Esse curto tempo que a droga permanece no cérebro ajuda a explicar a ausência de efeitos tóxicos.
Os resultados obtidos pelos pesquisadore evidenciam que a droga AIT-082 promove a melhora na memória dos pacientes com Alzheimer devido a regeneração nervosa e formação de novas sinapses. Esta ação mostra a diferença entre a droga AIT-082 e outras abordagens terapêuticas que apenas incrementam os níveis de neurotransmissores nos pacientes, mas como as conexões nervosas estão mortas, os benefícios dessas drogas são poucos.
Os cientistas esperam que os resultados obtidos em animais se extendam aos seres humanos. Os pesquisadores avaliam também a possibilidade de usar a droga em outras doenças neurodegenerativas.
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Diacrin apresenta nova tecnologia em transplantes no encontro anual da Society for Neuroscience.(08/11/98)
CHARLESTOWN, Mass.( PRNewswire)- A empresa Diacrin Inc. anunciou que seus cientistas apresentarão uma nova pesquisa no encontro anual da Society for Neuroscience que ocorrerá em Los Angeles entre os dias 7 e 12 de novembro, demonstrado a sobrevivência e funcionamento de células nervosas de suínos transplantadas para medula de ratos.
Resultados obtidos em três estudos diferentes mostram a habilidade que as células nervosas de suínos possuem para sobreviver por longos períodos em modelos animais. Nesses experimentos, a empresa Diacrin descobriu que os neurônios tansplantados eram capazes de se integrar e transmitir sinais apropropriados para o cérebro em várias análises comportamentais e bioquímicas.
"Os resultados desses estudos preliminares sugerem que neurônios fetais de suínos talvez sejam apropriados para substituir neurônios humanos perdidos em doenças da medula", disse o Dra. Julie Siega, cientista da empresa Diacrin.
A equipe científica da Diacrin avaliou a sobrevivência dos neurônios suínos transplantados em uma medula intacta de ratos. As células transplantadas foram retiradas de uma região do cérebro dos fetos suínos conhecida como LGE (lateral ganglionic eminence). Células LGE secretam um mensageiro quimico inibidor conhecido como GABA (gamma-amino butyric acid), o qual é capaz suprimir a transmissão da dor crônica. Enquanto a medula normal possui células produzindo GABA, estas mesmas células estão mortas ou anormais em pacientes com dor crônica. A perda de células produtoras de GABA pode exarcebar a dor crônica. Portanto, o transplante dessas células talvez elimine a dor intratável.
"A perda de neurônios devido a morte celula por lesão ou doença inibe funções sensitivas e motoras", disse Thomas H. Fraser, Ph.D, President and CEO of Diacrin. "A nível celular, a morte de neurônios medulares altera o balanço de mensagens excitatórias e inibitórais transmitidas pelos neurônios. Este balanço talvez seja restaurado com o transplante de células nervosas."
A empresa Diacrin, pioneira na tecnologia de transplante de células para tratar doenças debilitantes e fatais caracterizadas por disfunção ou morte celular, apresenta também o uso de células "masked" para prevenir a rejeição dos neurônios transplantados. Esta é uma nova tecnologia proprietária de imunomodulação, usada para dispensar a necessidade de drogas imunossupressoras que impedem que o tecido transplantado sofra rejeição resultante do ataque do sistema imunológico do receptor.
A sobrevivência das células nervosas de suínos transplantadas e que estavam protegidas contra rejeição através dessa nova tecnologia que dispensa drogas imunossupressoras, foi comparável a sobrevivência das células transplantadas em animais que receberam drogas imunossupressoras. Aqui, 32 ratos receberam transplante na medula de células LGE de suínos acompanhado com tratamento diário de drogas imunossupressores para evitar rejeição, enquanto outros 16 ratos foram transplantados com células LGE (submetidas a nova tecnologia para evitar rejeição) sem uso de drogas imunossupressoras para prevenir rejeição. Os animais foram avaliados semanalmente no que diz respeito a sensações normais de dor, como também as funções motoras e todos mostraram comportamento normal. A sobrevivência dos enxertos foi de 81% entre os animais que receeram células com a nova tecnlogia que evita rejeição sem necessdade de imunossupressão, enquanto que no outro grupo que recebeu drogas imunossupressoras foi de 72%.
"Os dados obtidos no experimento demostram que as células GABA produzidas por neurônios suínos são capazes de sobreviver por períodos longos na medula dos receptores do transplante e que a tecnologia contra rejeição desenvolvida pela empresa Diacrin é equivalente a tecnologia tradicional que utiliza drogas imunossupressoras, no que diz respeito a prevenir a rejeição dos neurônios transplantados", disse o Dr Fraser.
A habilidade das células nervosas LGE suínas transplantadas, em atenuar a dor persistente, também foi avaliada em ratos. Todos os ratos no experimento receberam lesões cirurgícas na medula que ocasionassem dor crônica. Uma semana após a indução da dor, os animais receberam o transplante de células suínas LGE na medula. Confirmando por testes de comportamento, as células LGE transplantadas nos ratos foram capazes de atenuar a dor entre 1 e 2 semanas após o transplante.
Em outro modelo, cientistas da empresa Diacrin demonstraram que talvez a recuperação funcional em lesões medulares seja obtida através do transplante células de suínos. Neste experimento, células da medula de fetos suínos foram testadas em medulas lesionadas de ratos. Lesões medulares quase sempre causam paralisia abaixo da área atingida e os neurônios morrem inicialmente devido ao trauma e posteriormente devido a redução do fluxo sanguíneo. Nos testes comportamentais, 2 a 3 semanas após o transplante, ratos que receberam enxertos suínos demostraram recuperação motora 40% maior que aquueles no gupo controle.
Diacrin é uma empresa de biotecnologia pioneira na tecnologa de transplante de células para tratar doenças debilitantes ou fatais caracterizadas por disfunção ou morte celular. A empresa possui produtos em experimentos clínicos para tratar Parkinson, epilepsia e doença de Huntington. A tecnologia desenvolvida pela empresa tem potencial para criar terapias para grande número de doenças degenerativas para as quais no momento não existe tratamentos adequados.
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Droga contra o câncer sendo testada em humanos, ajuda ratos paralisados a andar e já no próximo ano poderá ser testada em pacientes com lesão medular.(29/10/98)
NASHVILLE, Tennessee (CNN) - De acordo com cientistas da Vanderbilt University, uma droga inicialmente desenvolvida contra o câncer e já em testes humanos, mostrou-se promissora no tratamento de lesões medulares.
No estudo, ratos paralisados readquiriram habilidade para caminhar após serem tratados com a droga anti-câncer CM101.
Dos 26 ratos paralisados, 24 readquiriram a habilidade de caminhar após 12 dias. Dos dois restantes, um morreu e o outro permaneceu paralisado. Os ratos receberam CM101 uma hora após ficarem paralisados e receberam outras cinco doses nos dias subsequentes.
No grupo controle de 14 ratos, nenhum recebeu a droga. Desses 8 morreram e outros 6 não voltaram a movimentar as patas paralisadas. Esta pesquisa foi publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Droga usada para combater o câncer.
A droga CM101 vem sendo pesquisada pela Vanderbilt University como uma droga anti-cancêr, devido a sua capacidade em prevenir o crescimento de novos vasos sanguíneos. Para sobreviver e crescer, os tumores dependem do crescimento de novos vasos sanguíneos, pois através desses vasos chegam os nutrientes que o alimentam. Drogas contra o câncer bloqueiam o processo de formação desses novos vasos.
Na pesquisa da paralisia, a droga CM101 trabalha bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos na região da medula lesionada e que se formam em decorrência da inflamação local que se segue a lesão medular.
Segundo os pesquisadores, o processo desencadeado pela droga CM101 previne a formação da cicatriz que normalmente se forma no local em que a medula foi lesionada e assim, as células nervosas conseguem se reconectar. A formação de tecido cicatricial no local da medula lesionada é tido como um dos obstáculos a regeneração da medula.
"Caso a droga CM101 seja capaz de prevenir a degeneração nervosa em humanos como fez nos ratos, será excelente nos casos de lesão medular aguda", disse o pesquisador Carl Hellerqvist.
Entretanto, alguns pesquisadores alertam que outras drogas que haviam funcionado bem em ratos não repetiram os resultados quando testadas em humanos.
"Foram utilizados alguns ratos, agora será preciso testar em gatos e talvez primatas para então, testar em humanos," afirmou Thomas H. Countee Jr., diretor do National Spinal Cord Injury Association.
Entretanto, ele disse, os resultados das pesquisas são encorajadoras.
Teste em humanos darão início no próximo ano.
A equipe da Vanderbilt University espera iniciar os testes om CM101 em pessoas com lesão medular no próximo ano, uma vez que nas pesquisas de câncer a droga se mostrou segura para humanos.
Caso a droga CM101 funcione em humanos, será uma grande vantagem em relação a droga experimental Sygen, a qual precisa ser administrada horas após a lesão medular. Os pesquisadores acreditam que a droga CM101 poderá ser administrada dias após a lesão.
No caso de pacientes com lesão medular crônica, o uso da doga CM101 deverá ser precedido de cirurgia para remover o tecido cicatricial que se forma no local da lesão, assim como a utilização de outras drogas que estimulem o crescimento das células nervosas.
A droga CM101 foi licenciada pela empresa CarboMed Inc que ajudou a custear as pesquisas e está situada no estado americano do Tennessee.
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