"Destruir embriões humanos descartados após tratamentos de fertilização assistida é um desperdício imoral, pois podem ser benéficos para os trabalhos com células-tronco."

(RITA LEVI MONTALCINI)
PREMIO NOBEL DE MEDICINA

Todos os dias casais que não conseguem ter filhos se dirigem a clínicas de reprodução em busca de ajuda profissional. E esses tratamentos muitas vezes resultam, como parte da técnica de auxílio a reprodução, em diversos embriões oriundos de um único casal.

Entretanto esse casal que originou diversos embriões utiliza, em seu tratamento, somente alguns desses embriões produzidos..

Os demais embriões não utilizados podem seguir três caminhos: eliminados, armazenados ou utilizados, mediante autorização do casal que o originou.

Nos EUA por exemplo as clínicas de reprodução possuem armazenados mais de 100 mil embriões não utilizados no tratamento de fertilidade.

É preciso que as pessoas compreendam que esses embriões são resultados da união entre o espermatozóide masculino e o óvulo feminino. E essa união ocorreu há poucos dias, portanto, esse embrião nada se parece com um feto humano, mas sim um aglomerado de células.

Entretanto estas células embrionárias podem ser manipuladas em laboratório transformando-as em células nervosas, do fígado, da retina, pâncreas, etc. Essa fantástica capacidade que as células embrionárias possuem, dá aos pesquisadores uma ferramenta poderosa para desenvolver tratamentos p/ doenças hoje incuráveis e terríveis que acometem recém-nascidos, crianças, adultos e idosos.

Utilizar células embrionárias para curar doenças é um modo nobre e ético de utilizar essas células que, de outro modo, serão destruídos ou mantidos congelados a temperatura de 196 graus negativos indefinidamente.